Grávida suspeita de envolvimento em caso que matou policial em Manaus se entrega à polícia

Justiça havia decretado a prisão preventiva da suspeita, que era considerada foragida e se apresentou à polícia na noite de segunda-feira (27).

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A grávida Meirilany Silva da Silva foi presa preventivamente na noite de segunda-feira (27), após se apresentar no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus. A medida foi cumprida depois que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogou a prisão domiciliar concedida à suspeita e determinou o retorno dela ao regime fechado.

A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) nesta terça-feira (28). Segundo a instituição, Meirilany passará por audiência de custódia e, depois, será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).

Meirilany havia sido presa em flagrante durante a operação contra o tráfico de drogas que terminou com a morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena. Na audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, mas a Justiça autorizou que ela cumprisse a medida em prisão domiciliar por estar grávida.

A decisão foi contestada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), que recorreu e argumentou que, embora a legislação permita a substituição da prisão preventiva por domiciliar para gestantes, a medida pode ser negada em casos de maior gravidade, como aqueles relacionados a organizações criminosas.O recurso foi analisado pelo desembargador plantonista Flávio Humberto Pascarelli Lopes, que assinou a decisão no domingo (26) e determinou o restabelecimento da prisão preventiva.

Ao avaliar o caso, o magistrado considerou a gravidade dos crimes investigados e destacou que eles ocorreram no contexto da ação policial que terminou com a morte do investigador Luciano Carvalho de Sena."A ação delituosa praticada pela recorrida analisada em conjunto com a conduta dos demais integrantes da associação criminosa, além de desprezo pela autoridade estatal, reveste-se de violência e gravidade concreta de modo a obstar a aplicação do benefício legal em destaque", pontuou o magistrado.

Segundo as investigações, Meirilany seria responsável pela guarda e pela logística de quase uma tonelada de maconha e mais de 10 quilos de cocaína, além de integrar uma estrutura ligada a uma facção criminosa.

Até a última atualização desta reportagem, cinco pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no esquema, entre elas um policial militar.


FONTE: Redação